TERRAE INCOGNITAE E O OCULTAMENTO NEOLIBERAL

ANÁLISE CRÍTICA DE “QUARTO DE DESPEJO – DIÁRIO DE UMA FAVELADA”

Autores

  • Samuel Mascarenhas Barros Gusmão UNIVALE - Universidade Vale do Rio Doce
  • Lucas Campos Ferreira UNIVALE - Universidade Vale do Rio Doce
  • Diego Jeangregório Martins Guimarães UNIVALE - Universidade Vale do Rio Doce

Resumo

"Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada", de Carolina Maria de Jesus, publicado em 1960, narra a vida da autora, uma mulher negra, mãe solteira e habitante da favela do Canindé, em São Paulo. A obra dialoga com o conceito de "Terrae Incognitae", que se refere a territorialidades conhecidas geograficamente, mas cujos símbolos e significados pertencem apenas aos moradores. Objetivo: Explorar as conexões entre a literatura e os territórios incógnitos a partir da obra "Quarto de Despejo - Diário de uma Favelada", através de uma crítica da racionalidade neoliberal. Metodologia: Adotou-se o método qualitativo e revisões bibliográficas em Território, Direito e Literatura. Se estabelece no seio dos estudos interdisciplinares de Direito e Literatura e tem como metodologia a abordagem de direito na literatura, que analogamente será utilizada para a relação literatura e estudos territoriais. Nas escrevivências de Carolina, o conceito de Terrae Incognitae se concretiza nas simbologias e significados dos espaços. A análise revela a estratégia neoliberal de apagamento desses territórios, submetendo seus habitantes ao "Quarto de Despejo". Assim, a autora se torna guardiã dessas espacialidades, resistindo ao ocultamento neoliberal

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Publicado

2025-09-29

Edição

Seção

GT 4 Direito e Humanidades