TALVEZ, POR UM DIREITO À ESCRITA FEMININA
Resumo
É possível pensar (a/uma/com a) “escrita feminina” (no/e o) Direito? Ou, é possível falarmos em um direito à escrita feminina? Buscando mais que respostas, mas sim formular perguntas, neste texto nos propomos a ler o entre: este gesto que reside entre Direito e Literatura; ler o acontecimento na experiência do espaçamento, nas entrelinhas de um talvez. Para tanto, o texto é tecido com recortes de “Água viva”, de Clarice Lispector, como pontos-epígrafes de reflexão em meio – ou entre – aos subtítulos. Como perspectiva teórico-(contra)metodológica, nos valemos das legências em desconstrução, como proposta do Grupo de Pesquisa Direito e Literatura: um olhar para as questões humanas e sociais a partir da Literatura – LEGENTES (CNPq/PUC Minas), no sentido de se caminhar a um Direito Literário. Um Direito este em que a experiência de leitura – e legência – é um dos caminhos possíveis para leituras outras da História do Direito e dos direitos.