BATE, GIRA, GINGA, SAMBA
TENSÕES DO CORPO-SAMBA EM TEMPOS NEOLIBERAIS
Resumo
Enquanto um fenômeno que encontra linhas de fuga da racionalidade neoliberal e do colonialismo, o corpo-samba-território se apõe em linha de contestação ao achatamento existencial que propõe o paradigma científico moderno. Ao se inscrever coletivamente, o corpo em roda de samba tensiona as dinâmicas neoliberais que penetram o espaço, territorializando-o em afirmação da vida: existir, (r)existir e resistir. Por esse motivo, por meio de uma pesquisa qualitativa em artigos e livros, a ideia é investigar a potencialidade desse corpo-samba-território como um microterritório de resistência decolonial. Enquanto metáfora que colabora para as leituras de Direitos e Humanidades — vez que dialoga com a inscrição colonial do direito em face da herança dos corpos pretos — e como uma fresta por onde o Outro habita, conclui-se com a percepção de que essa categoria resgata a dimensão do por vir. Face à dimensão de alteridade na desconstrução derridiana, o corpo-samba-território se põe como uma possível imagem da desconstrução em face do colonialismo, sendo ele próprio a democracia por vir.