Aurélia Camargo: sujeito feminino de direito e de linguagem – o discurso jurídico em “Senhora”, de José de Alencar

Autores

  • Luana Paixão Dantas Rosário Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC
  • João Mateus Silva Fagundes Oliveira Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC

DOI:

https://doi.org/10.21119/anamps.32.519-544

Palavras-chave:

direito e literatura, teoria imaginária do direito, teoria poética do direito, José de Alencar.

Resumo

O presente artigo tem por objetivo problematizar o que o discurso jurídico ficcional na narrativa literária de Senhora desvela sobre o aparente empoderamento de Aurélia Camargo, que se constitui, em tensa relação de assujeitamento, como protagonista do romance, em sujeito feminino de direito e de linguagem. Para tanto, será necessário identificar elementos de discurso jurídico existentes no romance por meio dos institutos jurídicos e os papéis de gênero vigentes à época em que viveu José de Alencar. Utilizará a hermenêutica e a análise do discurso, numa matriz epistemológica fenomenológica. Terá como marco teórico a relação que Foucault estabelece entre discurso e poder e a premissa de que os fenômenos jurídico e literário se constituem como discursos ficcionais, a partir das Teorias Imaginária e Po(i)ética do Direito e do Movimento Direito e Literatura, sob os postulados teóricos de Guerra Filho, Cantarini e Trindade, além de contribuições de Bakthin. Conclui pelo reconhecimento de um discurso jurídico no romance Senhora, de viés patrimonialista e patriarcalista, que desvela expectativas de comportamento da sociedade oitocentista. Além disso, demonstra a protagonista enquanto sujeito feminino de direito e de linguagem, cuja constituição nessas categorias ocorre sob uma perspectiva masculina e de empoderamento frustrado.

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Biografia do Autor

Luana Paixão Dantas Rosário, Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC

Professora Assistente de Direito Constitucional da UESC
Doutora em Direito Público pela UFBA

Editora da Diké
Líder do Grupo de Pesquisa Jurisdição Constitucional, Hermenêutica e Democracia - JCHD

CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/6220730804457925

E-mail: lpdrosario@uesc.br

 

 

João Mateus Silva Fagundes Oliveira, Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC

Advogado. Bacharel em Direito pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Ilhéus, BA, Brasil.

Pós-graduando em Direito Processual Civil pela Universidade Estácio de Sá (UNESA), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Membro do Grupo de Pesquisa em Jurisdição Constitucional, Hermenêutica e Democracia (JCHD/UESC), Ilhéus, BA, Brasil.

CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/9857854488220633.

E-mail: joaomateusfagundes@gmail.com

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Publicado

2017-12-30

Como Citar

ROSÁRIO, Luana Paixão Dantas; OLIVEIRA, João Mateus Silva Fagundes. Aurélia Camargo: sujeito feminino de direito e de linguagem – o discurso jurídico em “Senhora”, de José de Alencar. ANAMORPHOSIS - Revista Internacional de Direito e Literatura, Porto Alegre, v. 3, n. 2, p. 519–544, 2017. DOI: 10.21119/anamps.32.519-544. Disponível em: https://rdl.emnuvens.com.br/anamps/article/view/321. Acesso em: 6 maio. 2026.

Edição

Seção

Artigos