Narrativas, desinformación y democracia: ¿cuál es el papel de la literatura?

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.21119/anamps.11.1.e1321

Palabras clave:

derecho y literatura, cultura literaria, desinformación

Resumen

En medio de la crisis narrativa exacerbada por la desinformación, este artículo analiza el potencial de la cultura literaria como recurso hermenéutico capaz de fortalecer el derecho y la vida democrática. Si bien las narrativas están presentes en las artes, la vida cotidiana y el derecho, vivimos en una época en la que su valor se ve amenazado. Esta investigación, situada en el ámbito jurídico, utiliza un enfoque hermenéutico-fenomenológico, entendiendo que el lenguaje es fundamental para la comprensión humana. El procedimiento se basa en el movimiento Derecho y Literatura, lo que permite explorar la intersección entre estos campos, además del uso de técnicas bibliográficas y documentales. El desarrollo comienza con una explicación del papel de las narrativas, centrándose en el derecho como campo de expresión narrativa. Se discute la crisis narrativa y su relación con los desafíos de la interpretación. A continuación, se analiza la desinformación como uno de los principales factores de esta crisis. Finalmente, el estudio sugiere que la literatura, al estimular el pensamiento crítico y la sensibilidad interpretativa, puede ayudar a mitigar los efectos de la desinformación en el entorno jurídico y social. Se concluye que el contacto con grandes narrativas formativas amplía la visión del mundo y fortalece la capacidad para afrontar los desafíos narrativos actuales.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Angela Araujo da Silveira Espindola, Universidade Federal de Santa Maria

Doutora e Mestre pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS. Professora Associada do Departamento de Direito da Universidade Federal de Santa Maria - UFSM. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-4376-6316. Lattes: http://lattes.cnpq.br/8242346710380248. E-mail: angela.espindola@ufsm.br.

Citas

ABU-FADIL, Magda. Combate à desinformação e à informação incorreta por meio da Alfabetização Midiática e Informacional (AMI). In: UNESCO. Jornalismo, Fake News & Desinformação. 2019. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000368647. Acesso em: 12 fev. 2025.

BARTHES, Roland. Introdução à análise estrutural da narrativa. In: Barthes, Roland et al. Análise Estrutural da Narrativa. 7. ed. Petrópolis: Vozes, 2011.

BUCCI, Eugênio. Existe democracia sem verdade factual? Cultura política, imprensa e bibliotecas públicas em tempos de fake news. Estação das Letras e Cores Editora, 2019A.

BUCCI, Eugênio. News não são Fake - e fake news não são news. In: BARBORA, Mariana (org.). Pós-verdade e fake news: reflexões sobre a guerra de narrativas. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019B. p. 37-48.

BUCCI, Eugênio. Pós-política e corrosão da verdade. Revista USP, [s. l.], n. 116, p. 19-30, 2018. DOI: 10.11606/issn.2316-9036. v0i116p19-30. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/revusp/ article/view/146574. Acesso em: 1 fev. 2024.

CALVO GONZÁLEZ, José. Direito Curvo. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2013A.

CALVO GONZÁLEZ, José. Nada no direito é extraficcional (escritura, ficcionalidade e relato como ars iurium). In: TRINDADE, André Karam; KARAM, Henriete (Ed.). Por dentro da lei: direito, narrativa e ficção. Florianópolis: Tirant lo blanch, 2018. p. 13-32.

CALVO GONZÁLEZ, José. PRÁCTICA JURÍDICA Y CULTURA LITERARIA DEL DERECHO. Revista Eletrônica do Curso de Direito da UFSM, [S. l.], v. 13, n. 3, p. 1268–1278, 2018B. DOI: 10.5902/1981369435881. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/revistadireito/article/view/35881. Acesso em: 2 nov. 2024.

CÂNDIDO, Antônio. O Direito à Literatura. In Vários Escritos. ed. 5. Ouro sobre o azul: Rio de Janeiro, 2011. p. 171-193.

CÁRCOVA, Carlos María. Derecho y Narración. In: TRINDADE, André Karam; GUBERT, Roberta Magalhães; NETO, Alfredo Copetti (org.). Direito & Literatura: ensaios críticos. Porto Alegre, RS: Livraria do Advogado Editora, 2008.

COVER, Robert. Nomos e narração. ANAMORPHOSIS - Revista Internacional de Direito e Literatura, Porto Alegre, v. 2, n. 2, p. 187–268, 2016. DOI: 10.21119/anamps.22.187-268. Disponível em: https://periodicos.rdl.org.br/anamps/article/view/299. Acesso em: 16 abr. 2025.

DA CRUZ, Ederval Pablo Ferreira. et al. Fake news: a comprehensive and interdisciplinary survey. Cadernos de Educação Tecnologia e Sociedade, [S. l.], v. 14, n. 3, p. 502–520, 2021. DOI: 10.14571/brajets.v14.n3.502-520. Disponível em: https://brajets.com/brajets/article/view/790. Acesso em: 13 set. 2024.

DIB TÁXI, Ricardo. Narrativas Silenciadas. ANAMORPHOSIS - Revista Internacional de Direito e Literatura.9, no. 1 (março 28, 2023): e1019. Disponível em: https://rdl.emnuvens.com.br/anamps/article/view/1019. Acesso em: 12 jun. 2025.

DWORKIN, Ronald. Uma questão de princípio. São Paulo, SP: Martins Flores, 2001.

EMPOLI, Giuliano da. Os Engenheiros do Caos: como as fake news, as teorias da conspiração e os algoritmos estão sendo utilizados para disseminar ódio, medo e influenciar eleições. São Paulo: Vestígio, 2023.

EUROPEAN COMMISSION. A multi-dimensional approach to disinformation: Report of the independent High-level Group on fake news and online disinformation. 2018. Disponível em: https://op.europa.eu/en/publication-detail/-/publication/6ef4df8b-4cea-11e8-be1d-01aa75ed71a1. Acesso em: 13 fev. 2025.

GADAMER, Hans-Georg. Hermenêutica em Retrospectiva: A virada hermenêutica. Tradução de Marco Antonio Casanova. Petrópolis: Editora Vozes, 2007.

HEIDEGGER, M. Ser e tempo (1927), Partes I e II, tradução de Marcia Sá Cavalcante Schuback, Petrópolis: Vozes, 2002. [Sein und Zeit, Frankfurt am Main: Vittorio Klostermann, 1977.]

HAN, Byung-Chul. Infocracia: digitalização e a crise da democracia. Trad. Gabriel S. Philipson. Petrópolis, RJ: Vozes, 2022.

HAN, Byung-Chul. A Crise da Narração. Trad. Daniel Guilhermino. Petrópolis, RJ: Vozes, 2023.

KARAM, Henriete. Pode o Direito contribuir para a literatura?. Revista de Ciencias Sociales, [S. l.], n. 85, p. 173–198, 2024. DOI: 10.22370/rcs.2024.85.4584. Disponível em: https://revistas.uv.cl/index.php/rcs/article/view/4584. Acesso em: 21 jun. 2025.

LEAL DA SILVA, Rosane; TASCHETTO BOLZAN, Bárbara Eleonora; CIGANA, Paula Fabíola. A liberdade de expressão e seus limites na Internet: uma análise a partir da perspectiva da Organização dos Estados Americanos. Revista de Direitos e Garantias Fundamentais, [S. l.], v. 20, n. 1, p. 219–250, 2019. DOI: 10.18759/rdgf.v20i1.1092. Disponível em: https://sisbib.emnuvens.com.br/direitosegarantias/article/view/1092. Acesso em: 28 abr. 2024.

LÔBO, Edilene; BOLZAN DE MORAIS, José Luis; NEMER, David. Democracia Algorítmico: o futuro da democracia e o combate às milícias digitais no Brasil. Revista Culturas jurídicas, vol. 7, n. 17, 2020. Disponível em: https://periodicos.uff.br/culturasjuridicas/article/view/45443. Acesso em: 09 ago. 2024.

NEVES, José Roberto de Castro. A invenção do Direito: como Ésquilo, Sófocles, Eurípedes e Aristóteles mudaram para sempre o mundo jurídico. ed. 3. Rio de Janeiro, RJ: Nova Fronteira, 2021.

NUSSBAUM, Martha. Sem Fins Lucrativos: Por que as democracias precisam das humanidades. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2015.

OST, François. Contar a lei: fontes do imaginário jurídico. São Leopoldo, RS: UNISINOS. 2004.

PAGANOTTI, Ivan. Mapeamento de campos institucionais para combate à desinformação: propostas de checagem, desmonetização, regulação e educação midiática. Anuário Unesco/Metodista de Comunicação Regional, n. 24, p. 185-197, 2020. Disponível em: https://www.metodista.br/revistas/revistas-metodista/index.php/AUM/article/view/1036164. Acesso em: 12 nov. 2024.

PAIXÃO, Cristiano. O lugar da literatura na educação jurídica: três urgências contemporâneas. Rivista di Diritto, Arte, Storia. Fascicolo 1-2020, p. 235-260. Disponível em: https://www.lawart.it/Article/Archive/index_html?ida=22&idn=1&idi=-1&idu=-1. Acesso em: 15 set. 2023.

RDL - Rede Brasileira Direito e Literatura. CIDIL III - Painel VII e Encerramento. YouTube, 2018B. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=kmFW-XdIzOA&t=2753s. Acesso em: 19 nov. 2024.

RDL - Rede Brasileira Direito e Literatura. VI CIDIL - Mesa de Discussão I - Prof Dr. José Calvo (parte 1). YouTube, 2018A. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Jzw5DQ3wxKY&t=140s. Acesso em: 18 nov. 2024.

SHECAIRA, Fábio Perin. A importância da literatura para juristas (sem exagero). Revista Internacional de Direito e Literatura: Anamorphosis. v.4. n. 2. p. 357-377. jul-dez. 2018. DOI: http://dx.doi.org/10.21119/anamps.42.2018. Disponível em: http://rdl.org.br/seer/index.php/anamps/article/view/423/pdf. Acesso em: 15 set. 2023.

STRECK, Lenio Luiz. Faltam grandes narrativas no e ao direito. In: STRECK, Lenio Luiz; TRINDADE, André Karam (org.). Direito e Literatura: da realidade da ficção à ficção da realidade. São Paulo, SP: Atlas, 2013.

STRECK, Lenio Luiz. Dicionário de Hermenêutica: 50 verbetes fundamentais da Teoria do Direito à luz da Crítica Hermenêutica do Direito. 2. ed. Belo Horizonte: Letramento; Casa do Direito, 2020.

STRECK, Lenio Luiz. Verdade e Consenso: Constituição, Hermenêutica e Teorias Discursivas da possibilidade à necessidade de respostas corretas em direito. 3. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009.

STRECK, Lenio Luiz. Fatos, Relatos e Interpretações. In: TRINDADE, André Karam; KARAM, Henriete (org.). Por dentro da Lei: Direito, Narrativa e Ficção. Florianópolis, SC: Tirant lo Blanch, 2018.

STRECK, Lenio Luiz. Um manifesto antirrelativista: só há interpretações por que existem fatos, regras e princípios a serem interpretados. Revista Brasileira de Ciências Criminais - RBCCRIM. v. 199, n. 199, 2023. Disponível em: https://publicacoes.ibccrim.org.br/index.php/RBCCRIM/article/view/705. Acesso em: 22 jun. 2025.

TARUFFO, Michele. Narrativas Judiciales. Revista de Derecho (Valdivia). vol. 20. núm. 1. 2007. Disponível em: http://revistas.uach.cl/index.php/revider/article/view/2419. Acesso em: 21 jun. 2025.

TODOROV, Tzvetan. A literatura em perigo. trad. Caio Meira. Rio de Janeiro/RJ: DIFEL, 2009.

TRINDADE, André Karam. Direito, Literatura e Emancipação: um ensaio sobre o poder das narrativas. Revista Jurídica. [S.l.], v. 3, n. 44, p. 86 - 116, fev. 2017. Disponível em: https://revista.unicuritiba.edu.br/index.php/RevJur/article/view/1739. Acesso em: 16 jun. 2025.

TRINDADE, André Karam; KARAM, Henriete. Polifonia e verdade nas narrativas processuais. Seqüência Estudos Jurídicos e Políticos, Florianópolis, v. 39, n. 80, p. 51–74, 2019. DOI: 10.5007/2177-7055.2018v39n80p51. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/sequencia/article/view/2177-7055.2018v39n80p51. Acesso em: 21 jun. 2025.

TRINDADE, André Karam. O problema da superinterpretação no Direito brasileiro. Revista de Estudos Constitucionais, Hermenêutica e Teoria do Direito (RECHTD) 11(3):447-460, setembro-dezembro, 2019. Disponível em: https://revistas.unisinos.br/index.php/RECHTD/article/view/rechtd.2019.113.10. Acesso em: 22 jun. 2025.

TRINDADE, André Karam. Processo e(m) narrativa: ensaio sobre a verdade e outras ficções jurídicas. Revista do Instituto de Hermenêutica Jurídica - RIHJ. ano 21 - n. 33 | janeiro/junho 2023. Belo Horizonte. ISSN 1678-1864.

TSE - Tribunal Superior Eleitoral. Manual de enfrentamento à desinformação e defesa reputacional da Justiça Eleitoral. 2022. Disponível em: https://bibliotecadigital.tse.jus.br/xmlui/handle/bdtse/10200. Acesso em: 15 fev. 2025.

TV e Rádio Unisinos. Direito & Literatura - Especial (Bloco 2). Youtube, 2014B. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=mjl4Gap4lBM. Acesso em: 10 jan. 2025.

VOLKOFF, Vladimir. 2004. Pequena História da Desinformação: do cavalo de tróia à internet. Curitiba: Ed. Vila do Príncipe, 2004.

WARDLE, Claire. Guia Essencial da First Draft para Entender a Desordem Informacional. 2020. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/77747834/mod_resource/content/1/WARDLE%20Entender%20a%20desordem%20informacional.pdf. Acesso em: 19 jan. 2025.

WARDLE, Claire; DERAKHSHAN, Hossein. Reflexão sobre a “desordem da informação”: formatos da informação incorreta, desinformação e má-informação. In: UNESCO. Jornalismo, Fake News & Desinformação. 2019. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000368647. Acesso em: 12 fev. 2025.

Publicado

2024-12-31

Cómo citar

INÊS URNAU, Juliana; ARAUJO DA SILVEIRA ESPINDOLA, Angela. Narrativas, desinformación y democracia: ¿cuál es el papel de la literatura?. ANAMORPHOSIS – Revista Internacional de Derecho y Literatura, Porto Alegre, v. 11, n. 1, p. e1321, 2024. DOI: 10.21119/anamps.11.1.e1321. Disponível em: https://rdl.emnuvens.com.br/anamps/article/view/1321. Acesso em: 24 ago. 2026.

Número

Sección

Artículos